Vão minhas mãos a baloiçar Ao jeito do vento que flutua Correm à chuva para te abraçar Numa lembrança doce, sempre tua. E voltam vazias de nada A fazer teias de poesia Sedentas de palavras, na madrugada Fogem da noite, gritam de cobardia Vão estas mãos que procuram A chama acesa da loucura Momentos que se escondem e perduram Na sombra amarga da ternura Vão estas mãos, passado fora Como quem espera e não vem Morrem na solidão de quem chora Por um beijo, um abraço de ninguém! Edite Novais Março 2015
Uma poetisa de Arganil