Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de 2018

No meu mundo. No meu céu.

No meu mundo. No meu céu. Na minha inspiração aprisionada, enlouquecida, enraivecida, repleta de mágoas. Aqui chovem palavras amargas, e no céu existem sinais de vida, com corpo e Alma. Ensinam-me outros caminhos, mais duros, frios e marcados pela dor que abre feridas cada vez maiores e difíceis de curar. Aqui semeia se ignorância, malvadez e línguas envenenadas que não se calam, cheias de impurezas. O meu lugar, tem hoje um céu diferente, quase sem palavras, mal pintado, mal escrito, condenado ao fracasso. O meu lugar, não tem lições de hipocrisia, ironia, falsidade, nem tão pouco de humilhação. No meu lugar dá se valor a pouco, e humildemente se reconhece os erros que se fazem, e aprende se bem a palavra perdoar! Mas este céu, tem segredos por revelar, mas antes cala se a mentira, apagam se sorrisos e exibe se tão simplesmente a arte do dar e receber sem materialismo alucinado que faz desmoronar o castelo. Este céu só se mostra a quem sabe ler nas entrelinhas. Edite ...

Desigual este meu céu... Pobre deste meu céu!

Desigual este meu céu. Tons em sintonia com o outono da Alma. Vento que murmura a inquietude do destino. Pássaros que emudeceram , mas em círculos esvoaçam deixando mensagens no céu de delicada saudade. Nada se move, na quietude invulgar deste meu lugar nascente. Aqui ainda se respiram palavras, ainda se sabe ler o céu, as nuvens que humilham e calam as estrelas, e nota se a ausência do luar, essência de luz, que se deixa abater pela escuridão. Pobre nudez, este meu céu, que adormece em meus braços cansado, e não deixa que o arco íris transmita as cores extravagantes dos amores perfeitos, e das borboletas que poisam na alma de quem não tem mais nada. Pobre deste meu céu que ainda acredita na simplicidade, na humildade, e principalmente na bondade de deitar a consciência em lençóis de seda e por tão pouco, ter esperança que o sonho de querer pode tornar se realidade! Pobre deste meu céu! Edite Novais 12 de Julho

Rasguei...

Rasguei o céu, só para te dizer. Que encontrei o caminho, da fantasia. Rasguei a saudade, ao anoitecer. E num beijo demorado, segui a cobardia. Rasguei um quadro, pintado a rigor. Na arte das palavras, que recortei. Doeu tanto no peito, este amor. Que ao bater da madrugada, creio que sonhei. Rasguei a escuridão, para ao longe encontrar. Um momento que fosse, de ilusão. Perdi me no céu, quero voltar. Ver nascer um outro dia, no meu coração. Rasguei o céu, não vi o luar. Triste inspiração que os anjos levaram. Não sei onde teu amor procurar. Só guardo as lembranças, que em mim ficaram! Edite Novais 31 Maio 2018

ABRACEI-TE

Abracei-te de fugida. Tanto que ficou por dizer. Em lágrimas, sem despedida. Num sonho de amor, por viver. Abracei-te, pedi te a medo. Que o adeus fosse adiado. Quis ouvir, o teu segredo. Primeiro beijo, roubado. Abracei-te e confessei. Que te amava, e não podia. O que disse, só eu sei. Talvez me lembres um dia. Abracei-te, de palavras tão sofridas. De lágrimas que nem o tempo acarinhou. Senti te, fantasia doutras vidas. Que o destino já marcou. Abracei-te, num só olhar. Fiz de conta que me amavas. Quando aquele dia chegar. Fica abraçado a mim, e faz de conta, que gostavas! Edite Novais 29 Maio 2018