Desigual este meu céu.
Tons em sintonia com o outono da Alma. Vento que murmura a inquietude do destino. Pássaros que emudeceram , mas em círculos esvoaçam deixando mensagens no céu de delicada saudade. Nada se move, na quietude invulgar deste meu lugar nascente. Aqui ainda se respiram palavras, ainda se sabe ler o céu, as nuvens que humilham e calam as estrelas, e nota se a ausência do luar, essência de luz, que se deixa abater pela escuridão.
Pobre nudez, este meu céu, que adormece em meus braços cansado, e não deixa que o arco íris transmita as cores extravagantes dos amores perfeitos, e das borboletas que poisam na alma de quem não tem mais nada.
Pobre deste meu céu que ainda acredita na simplicidade, na humildade, e principalmente na bondade de deitar a consciência em lençóis de seda e por tão pouco, ter esperança que o sonho de querer pode tornar se realidade!
Pobre deste meu céu!
Edite Novais
12 de Julho

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