Abrem-se...
Abrem-se as janelas
Fecham-se as portas
Alma sombria que reclama
Coração que bate, horas mortas
Amor que adormece e não chama
Abrem-se os horizontes
Fecham-se as verdades
Mãos que envelhecem de prazer
Gritos abafados p’las saudades
Loucura que embala o anoitecer
Abrem-se os sonhos
Fecham-se os montes
Noites infinitas, estrelas que se apagam
Cegueira que sacia a sede nas fontes
Magoas que se sentem e se afogam
Abrem-se as feridas
Fecham-se os medos
Voam palavras, sem vento a soprar
Arca de lembranças, cheias de segredos
Tempestade que vai, umas hão-de voltar…
18 de janeiro 2013
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