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No meu mundo. No meu céu.

No meu mundo. No meu céu. Na minha inspiração aprisionada, enlouquecida, enraivecida, repleta de mágoas. Aqui chovem palavras amargas, e no céu existem sinais de vida, com corpo e Alma. Ensinam-me outros caminhos, mais duros, frios e marcados pela dor que abre feridas cada vez maiores e difíceis de curar. Aqui semeia se ignorância, malvadez e línguas envenenadas que não se calam, cheias de impurezas. O meu lugar, tem hoje um céu diferente, quase sem palavras, mal pintado, mal escrito, condenado ao fracasso. O meu lugar, não tem lições de hipocrisia, ironia, falsidade, nem tão pouco de humilhação. No meu lugar dá se valor a pouco, e humildemente se reconhece os erros que se fazem, e aprende se bem a palavra perdoar! Mas este céu, tem segredos por revelar, mas antes cala se a mentira, apagam se sorrisos e exibe se tão simplesmente a arte do dar e receber sem materialismo alucinado que faz desmoronar o castelo. Este céu só se mostra a quem sabe ler nas entrelinhas. Edite ...
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Desigual este meu céu... Pobre deste meu céu!

Desigual este meu céu. Tons em sintonia com o outono da Alma. Vento que murmura a inquietude do destino. Pássaros que emudeceram , mas em círculos esvoaçam deixando mensagens no céu de delicada saudade. Nada se move, na quietude invulgar deste meu lugar nascente. Aqui ainda se respiram palavras, ainda se sabe ler o céu, as nuvens que humilham e calam as estrelas, e nota se a ausência do luar, essência de luz, que se deixa abater pela escuridão. Pobre nudez, este meu céu, que adormece em meus braços cansado, e não deixa que o arco íris transmita as cores extravagantes dos amores perfeitos, e das borboletas que poisam na alma de quem não tem mais nada. Pobre deste meu céu que ainda acredita na simplicidade, na humildade, e principalmente na bondade de deitar a consciência em lençóis de seda e por tão pouco, ter esperança que o sonho de querer pode tornar se realidade! Pobre deste meu céu! Edite Novais 12 de Julho

Rasguei...

Rasguei o céu, só para te dizer. Que encontrei o caminho, da fantasia. Rasguei a saudade, ao anoitecer. E num beijo demorado, segui a cobardia. Rasguei um quadro, pintado a rigor. Na arte das palavras, que recortei. Doeu tanto no peito, este amor. Que ao bater da madrugada, creio que sonhei. Rasguei a escuridão, para ao longe encontrar. Um momento que fosse, de ilusão. Perdi me no céu, quero voltar. Ver nascer um outro dia, no meu coração. Rasguei o céu, não vi o luar. Triste inspiração que os anjos levaram. Não sei onde teu amor procurar. Só guardo as lembranças, que em mim ficaram! Edite Novais 31 Maio 2018

ABRACEI-TE

Abracei-te de fugida. Tanto que ficou por dizer. Em lágrimas, sem despedida. Num sonho de amor, por viver. Abracei-te, pedi te a medo. Que o adeus fosse adiado. Quis ouvir, o teu segredo. Primeiro beijo, roubado. Abracei-te e confessei. Que te amava, e não podia. O que disse, só eu sei. Talvez me lembres um dia. Abracei-te, de palavras tão sofridas. De lágrimas que nem o tempo acarinhou. Senti te, fantasia doutras vidas. Que o destino já marcou. Abracei-te, num só olhar. Fiz de conta que me amavas. Quando aquele dia chegar. Fica abraçado a mim, e faz de conta, que gostavas! Edite Novais 29 Maio 2018

UM ABRAÇO DE NINGUÉM

Vão minhas mãos a baloiçar Ao jeito do vento que flutua Correm à chuva para te abraçar Numa lembrança doce, sempre tua. E voltam vazias de nada A fazer teias de poesia Sedentas de palavras, na madrugada Fogem da noite, gritam de cobardia Vão estas mãos que procuram A chama acesa da loucura Momentos que se escondem e perduram Na sombra amarga da ternura Vão estas mãos, passado fora Como quem espera e não vem Morrem na solidão de quem chora Por um beijo, um abraço de ninguém! Edite Novais Março 2015

O LUAR

De mãos dadas com o Luar Vou serra além, chorando Num gesto, lembro que amar Dói mais do que ir sonhando E o luar brilha e cresce Numa estranha natureza Tudo parte, a vida esquece Tão grande é esta tristeza! Mas este luar é cegueira É passado, vai falando Olhar profundo, noite traiçoeira Abraço quente que vai lembrando Esconde-te luar, vai embora Que a saudade faz doer Não queiras ver quem por ti chora Vai amar as estrelas, deixa-me esquecer. Edite Novais Março 2015

VALEU A PENA SÓ POR ISTO VIVER E SER MÃE!!!

Por entre palavras que o tempo não apaga, encontrei no baú das minhas lembranças um texto duma andorinha, da primeira, da elefanta… melhor dizendo da minha adorada filha Susana. Ainda hoje, este texto me faz arrepiar, chorar e principalmente crescer de orgulho e de vaidade. VALEU A PENA SÓ POR ISSO VIVER E SER MÃE!!! Por vezes o rumo também se perde e aquilo que sempre tomamos como certo, desmorona-se. Até mesmo as nossas metas mudam. Um dia acordas para o Mundo e ele surpreende-te com a frieza e a rapidez dos dias. Dás por ti a viver uma vida que não é a tua, que não planeaste. Esta é a realidade mais certa que temos na vida, Mãe. Quando pensamos que as coisas vão finalmente mudar, elas mudam, mas talvez não da maneira que esperávamos. Acordar para o Mundo não é fácil, a primeira reacção é fugirmos do que nos preocupa, refugiarmos-nos no mundo irreal (ou não...) dos sonhos. Não vale a pena falarmos mais do que uma vez de tudo o que nos aconteceu, o importante será...