No meu mundo. No meu céu.
Na minha inspiração aprisionada, enlouquecida, enraivecida, repleta de mágoas. Aqui chovem palavras amargas, e no céu existem sinais de vida, com corpo e Alma. Ensinam-me outros caminhos, mais duros, frios e marcados pela dor que abre feridas cada vez maiores e difíceis de curar. Aqui semeia se ignorância, malvadez e línguas envenenadas que não se calam, cheias de impurezas.
O meu lugar, tem hoje um céu diferente, quase sem palavras, mal pintado, mal escrito, condenado ao fracasso.
O meu lugar, não tem lições de hipocrisia, ironia, falsidade, nem tão pouco de humilhação.
No meu lugar dá se valor a pouco, e humildemente se reconhece os erros que se fazem, e aprende se bem a palavra perdoar!
Mas este céu, tem segredos por revelar, mas antes cala se a mentira, apagam se sorrisos e exibe se tão simplesmente a arte do dar e receber sem materialismo alucinado que faz desmoronar o castelo. Este céu só se mostra a quem sabe ler nas entrelinhas.
Edite Novais
5 de Julho

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