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A mostrar mensagens de 2013

VALEU A PENA SÓ POR ISTO VIVER E SER MÃE!!!

Por entre palavras que o tempo não apaga, encontrei no baú das minhas lembranças um texto duma andorinha, da primeira, da elefanta… melhor dizendo da minha adorada filha Susana. Ainda hoje, este texto me faz arrepiar, chorar e principalmente crescer de orgulho e de vaidade. VALEU A PENA SÓ POR ISSO VIVER E SER MÃE!!! Por vezes o rumo também se perde e aquilo que sempre tomamos como certo, desmorona-se. Até mesmo as nossas metas mudam. Um dia acordas para o Mundo e ele surpreende-te com a frieza e a rapidez dos dias. Dás por ti a viver uma vida que não é a tua, que não planeaste. Esta é a realidade mais certa que temos na vida, Mãe. Quando pensamos que as coisas vão finalmente mudar, elas mudam, mas talvez não da maneira que esperávamos. Acordar para o Mundo não é fácil, a primeira reacção é fugirmos do que nos preocupa, refugiarmos-nos no mundo irreal (ou não...) dos sonhos. Não vale a pena falarmos mais do que uma vez de tudo o que nos aconteceu, o importante será...

INÉDITO 6

Como se fosse uma lição de moral, aprendi no passado que o amor afinal existia! Cheguei mesmo a acreditar que a mentira, a hipocrisia e o "Faz de Conta" eram pecados mortais. Hoje acredito que o amor é destino cruel (ou não), é falta de coragem e principalmente a capacidade de magoar o mais frágil. Uma novela mexicana, mesquinha, sem história com muita hipocrisia e um final bastante infeliz!!! FAZ DE CONTA Faz de conta que a meu lado Adormeces em meu peito, por fim O Amor continua aqui amordaçado Eu perdi a batalha, não sei de mim Faz de conta que ouves, quando chamo E tu corres na fúria da minha tempestade Abre a porta, é a chave com que te amo Fica em silêncio, há-de falar a saudade Faz de conta que me abraças e beijas Nos lábios que ardem de ternura Faz de conta que me queres, me desejas Antes que eu vá, numa lufada de loucura Edite Novais 16.05.2013

INÉDITO 5

Sempre que a solidão me atira contra o muro da loucura, a alma sangra. Sempre que as lágrimas apagam a história de amor que renasce das cinzas, as feridas aumentam e doem mais. Mas a ilusão acaba por morrer, e com ela enterram-se memórias, lembranças que nos abanam para um luto anunciado . Ainda assim, a hipocrisia e o "faz de conta que és feliz" vence a verdade e o amor, passa a ser a maior das mentiras que a vida tem... LUTO ANUNCIADO NÃO FOI AMOR, QUE A SOLIDÃO FEZ O PASSADO PARA TRÁS VOLTAR NÃO FOI AMOR, FOI PAIXÃO TEMPESTADE QUE TEIMA EM ME LEVAR NÃO FOI AMOR, FOI HISTÓRIA DAS QUE NÃO TEM FIM ANUNCIADO NÃO FOI AMOR, PERDE-SE A MEMÓRIA ESTILHAÇOS DE AMARGURA, SONHO AMORDAÇADO NÃO FOI AMOR, FOI FERIDA QUE NÃO TEM CURA, DÓI ETERNAMENTE AMOR NÃO É JOGO, NÃO ARDE, NÃO TEM VIDA AMOR NÃO FAZ DOER, NÃO SE AFOGA NA CORRENTE... Edite Novais

INÉDITO 4

Não existem palavras que escreva, e que não tenha a certeza que entendas.  Talvez não haja vocabulário capaz de te confundir.  Mas nem sempre a vaidade corresponde ao sonho da inspiração. Sei que é difícil, talvez complexo entender os passos que a vida nos obriga e empurra.  O labirinto dum poema é um orgasmo para quem sabe ler nas entrelinhas.  Apesar da mágoa, da tristeza e da injustiça a que fui sujeita pelo destino, eu sei quem me lê a alma. Refresca a tua sede, que é desejo Sacia teus lábios na fonte do prazer Aninha-te nos meus braços, bebe um beijo Que a seiva do amor faz viver Despe a pele do lobo, porque a vida Não deixa chorar o sonho, já é tarde O tempo vai ao encontro da partida O teu fogo é cinza, já não arde Esconde a frieza que trazes no olhar Enterra a toupeira na lama da hipocrisia Não creio que por amor saibas lutar Nem sabes que a dor, não cala a poesia Edite Novais 14.03.2013

INÉDITO 3

LEMBRO-TE ASSIM... Lembro-te assim Destemido e bom soldado Duma bravura impar Lembro-te assim Juiz da vida, para sempre admirado Sentinela do respeito, em qualquer lugar Lembro-te assim Guerreiro sem espada, um sofredor A rir e a chorar, nas batalhas perdidas Lembro-te assim Caminho a seguir, humilde vencedor Mestre e senhor, amante doutras vidas Lembro-te assim Rei de um império, quase perfeito Padrão de respeito e da amizade Ralhavas por tudo e por nada, a teu jeito Assim a tua partida, deixou esta saudade... Edite Novais abril de 2008

Saudade...

Por entre nuvens cinzentas que povoam o céu como se estrelas fossem, vejo um raio de sol a espreitar com ternura. Agarrei-o com as mesmas mãos que te abraçam E aquecem na distância e te acolhem na alma. Sinto a saudade a rasgar Como se o cordão umbilical Permanece-se em meu ventre Tal qual a dor de parir. Não se explica este amor de mãe! Nem existem palavras que o saibam dizer… As sementinhas que reguei e acarinhei com tanto amor São agora árvores que me oferecem frutos! Só por isso sou uma mãe muito feliz! Como mulher tenho os 6 diamantes mais valiosos do mundo! 20.02.2013

Inédito 2

NÃO ME OLHES Não me olhes, que o teu olhar traz lembranças malditas Ginetos a cobrir o luar Palavras que já foram escritas Não me olhes, que eu não sei O que não sinto dizer Se te amo, ou se já te amei Quem sou sem o parecer Não me olhes, não digas nada Sou lembrança, talvez passado Agora noite, amanhã madrugada Depois sonho amargurado Não me olhes, o meu olhar Sangra de tanta demora Deixa-me em silêncio chorar Como quem ama, e vai embora. 04.02.2013

CAPA NEGRA

PARTIR Quando alguém parte, e nós ficamos Fica a dor e a saudade dentro do peito Fica a lembrança mais terna, daquele que amamos Fica no ar o aroma do nosso amor perfeito Quando alguém vai, sem sabermos porquê E nos leva na bagagem e no coração Ficam as palavras que ninguém vê As lágrimas que nos consolam, de compaixão Quando a distância teima em arrancar de nós Um filho adorado que vimos crescer Ficamos na vida cada vez mais sós Ficamos sem vontade para continuar a viver Quando alguém parte e nós choramos Ninguém pode sentir mágoa assim Um dia partimos, voltamos Numa tristeza imensa, que nunca tem fim.

CAPA NEGRA

Quem não se lembra desta grande obra desta nossa poetisa... A partir de hoje vou aqui recordar cada poema escrito nesta obra. Dedicado a ti... NAS TUAS MÃOS! Nas tuas mãos... Eu fui somente Algo de inútil, indesejado; Fruto proibido, inexistente Fui grito de revolta, sufocado! Nas tuas mãos... Fui sombra e medo, Fantasma e morte, Fui somente simples brinquedo, Vítima da minha estranha sorte. Nas tuas mãos... Fui objecto sem valor, Fui criança, mulher mimada, Folha de um livro que fala de amor. Fui o teu fim, sem hora marcada. Nas tuas mãos... Fui palavra por dizer, Amiga de infância que esqueceu Raio de sol que não chegou a romper. Nas tuas mãos... Sou mulher, fui sempre... Eu!...

Inédito 1

Abrem-se... Abrem-se as janelas Fecham-se as portas Alma sombria que reclama Coração que bate, horas mortas Amor que adormece e não chama Abrem-se os horizontes Fecham-se as verdades Mãos que envelhecem de prazer Gritos abafados p’las saudades Loucura que embala o anoitecer Abrem-se os sonhos Fecham-se os montes Noites infinitas, estrelas que se apagam Cegueira que sacia a sede nas fontes Magoas que se sentem e se afogam Abrem-se as feridas Fecham-se os medos Voam palavras, sem vento a soprar Arca de lembranças, cheias de segredos Tempestade que vai, umas hão-de voltar… 18 de janeiro 2013