Não existem palavras que escreva, e que não tenha a certeza que entendas. Talvez não haja vocabulário capaz de te confundir. Mas nem sempre a vaidade corresponde ao sonho da inspiração. Sei que é difícil, talvez complexo entender os passos que a vida nos obriga e empurra. O labirinto dum poema é um orgasmo para quem sabe ler nas entrelinhas. Apesar da mágoa, da tristeza e da injustiça a que fui sujeita pelo destino, eu sei quem me lê a alma.
Refresca a tua sede, que é desejo
Sacia teus lábios na fonte do prazer
Aninha-te nos meus braços, bebe um beijo
Que a seiva do amor faz viver
Despe a pele do lobo, porque a vida
Não deixa chorar o sonho, já é tarde
O tempo vai ao encontro da partida
O teu fogo é cinza, já não arde
Esconde a frieza que trazes no olhar
Enterra a toupeira na lama da hipocrisia
Não creio que por amor saibas lutar
Nem sabes que a dor, não cala a poesia
Edite Novais
14.03.2013
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