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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2013

INÉDITO 3

LEMBRO-TE ASSIM... Lembro-te assim Destemido e bom soldado Duma bravura impar Lembro-te assim Juiz da vida, para sempre admirado Sentinela do respeito, em qualquer lugar Lembro-te assim Guerreiro sem espada, um sofredor A rir e a chorar, nas batalhas perdidas Lembro-te assim Caminho a seguir, humilde vencedor Mestre e senhor, amante doutras vidas Lembro-te assim Rei de um império, quase perfeito Padrão de respeito e da amizade Ralhavas por tudo e por nada, a teu jeito Assim a tua partida, deixou esta saudade... Edite Novais abril de 2008

Saudade...

Por entre nuvens cinzentas que povoam o céu como se estrelas fossem, vejo um raio de sol a espreitar com ternura. Agarrei-o com as mesmas mãos que te abraçam E aquecem na distância e te acolhem na alma. Sinto a saudade a rasgar Como se o cordão umbilical Permanece-se em meu ventre Tal qual a dor de parir. Não se explica este amor de mãe! Nem existem palavras que o saibam dizer… As sementinhas que reguei e acarinhei com tanto amor São agora árvores que me oferecem frutos! Só por isso sou uma mãe muito feliz! Como mulher tenho os 6 diamantes mais valiosos do mundo! 20.02.2013

Inédito 2

NÃO ME OLHES Não me olhes, que o teu olhar traz lembranças malditas Ginetos a cobrir o luar Palavras que já foram escritas Não me olhes, que eu não sei O que não sinto dizer Se te amo, ou se já te amei Quem sou sem o parecer Não me olhes, não digas nada Sou lembrança, talvez passado Agora noite, amanhã madrugada Depois sonho amargurado Não me olhes, o meu olhar Sangra de tanta demora Deixa-me em silêncio chorar Como quem ama, e vai embora. 04.02.2013

CAPA NEGRA

PARTIR Quando alguém parte, e nós ficamos Fica a dor e a saudade dentro do peito Fica a lembrança mais terna, daquele que amamos Fica no ar o aroma do nosso amor perfeito Quando alguém vai, sem sabermos porquê E nos leva na bagagem e no coração Ficam as palavras que ninguém vê As lágrimas que nos consolam, de compaixão Quando a distância teima em arrancar de nós Um filho adorado que vimos crescer Ficamos na vida cada vez mais sós Ficamos sem vontade para continuar a viver Quando alguém parte e nós choramos Ninguém pode sentir mágoa assim Um dia partimos, voltamos Numa tristeza imensa, que nunca tem fim.

CAPA NEGRA

Quem não se lembra desta grande obra desta nossa poetisa... A partir de hoje vou aqui recordar cada poema escrito nesta obra. Dedicado a ti... NAS TUAS MÃOS! Nas tuas mãos... Eu fui somente Algo de inútil, indesejado; Fruto proibido, inexistente Fui grito de revolta, sufocado! Nas tuas mãos... Fui sombra e medo, Fantasma e morte, Fui somente simples brinquedo, Vítima da minha estranha sorte. Nas tuas mãos... Fui objecto sem valor, Fui criança, mulher mimada, Folha de um livro que fala de amor. Fui o teu fim, sem hora marcada. Nas tuas mãos... Fui palavra por dizer, Amiga de infância que esqueceu Raio de sol que não chegou a romper. Nas tuas mãos... Sou mulher, fui sempre... Eu!...

Inédito 1

Abrem-se... Abrem-se as janelas Fecham-se as portas Alma sombria que reclama Coração que bate, horas mortas Amor que adormece e não chama Abrem-se os horizontes Fecham-se as verdades Mãos que envelhecem de prazer Gritos abafados p’las saudades Loucura que embala o anoitecer Abrem-se os sonhos Fecham-se os montes Noites infinitas, estrelas que se apagam Cegueira que sacia a sede nas fontes Magoas que se sentem e se afogam Abrem-se as feridas Fecham-se os medos Voam palavras, sem vento a soprar Arca de lembranças, cheias de segredos Tempestade que vai, umas hão-de voltar… 18 de janeiro 2013