Rasguei o céu, só para te dizer. Que encontrei o caminho, da fantasia. Rasguei a saudade, ao anoitecer. E num beijo demorado, segui a cobardia. Rasguei um quadro, pintado a rigor. Na arte das palavras, que recortei. Doeu tanto no peito, este amor. Que ao bater da madrugada, creio que sonhei. Rasguei a escuridão, para ao longe encontrar. Um momento que fosse, de ilusão. Perdi me no céu, quero voltar. Ver nascer um outro dia, no meu coração. Rasguei o céu, não vi o luar. Triste inspiração que os anjos levaram. Não sei onde teu amor procurar. Só guardo as lembranças, que em mim ficaram! Edite Novais 31 Maio 2018
Uma poetisa de Arganil